Matéria do UOL relata que a Assembleia Legilslativa do Rio aprova rastreamento eletrônico de presos, que pode ser por meio de bracelete, tornozeleira ou chip subcutâneo.
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/08/12/ult5772u4937.jhtm
A proposta parece boa, a princípio. Mas abre precedentes perigosos. Não apenas o preso, mas todo o seu círculo de contatos – que não apenas compreende outros presos e potenciais infratores, mas também familiares do detento.
Tais medidas não seriam necessárias caso o sistema prisional brasileiro cumprisse de fato sua função de reintegrar o indivíduo na sociedade, mas o que acontece é somente a punição pura e simples do mesmo. Tal método já se mostrou ultrapassado, mas é notável o esforço feito para continuar com tal modelo.
Existem no Brasil várias iniciativas lúdicas muito mais efetivas e baratas que, mesmo adotadas isoladamente, já mostraram que podem dar certo se aplicadas no sistema em geral. Mas parece não haver vontade política para tal.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Uma boa disputa entre árabes e judeus
Essa corrida maluca acontece nas ruas de Jerusalém e reúne garçons árabes e judeus. E pelo que se pode ver, é uma disputa das mais inusitadas - e pacíficas, sobretudo.
Quem dera que as disputas no Oriente Médio fossem todas como essa. Mas não deixa de acender uma luz de esperança de que, um dia, judeus e árabes convivam em harmonia. Apesar de ainda isolados, exemplos de que tal convivência é possível existem em boa quantidade pelo mundo afora.
Quem dera que as disputas no Oriente Médio fossem todas como essa. Mas não deixa de acender uma luz de esperança de que, um dia, judeus e árabes convivam em harmonia. Apesar de ainda isolados, exemplos de que tal convivência é possível existem em boa quantidade pelo mundo afora.
sábado, 1 de agosto de 2009
Boas lembranças
Tá meio atrasado, mas tá valendo. O que importa nesse caso é a intenção de lembrar.
Nesta semana completaram-se 15 anos da morte do humorista Mussum, um dos maiores que o Brasil já teve.
Apesar de Renato Aragão com seu Didi ser o centro das atenções no antigo grupo, Mussum era de fato o mais carismático deles. Não foi à toa que sua morte, em 1994, marcou o fim dos Trapalhões, que já havia sofrido a perda de Zacarias em 1990.
Conhecido por seu linguajar próprio, o humorista tinha um jeito peculiar de falar. Basta lembrar de jargões como “Forevis” e “Cacildis”, de longe o mais conhecido e caracteristico de Mussum.
No aniversário de 15 anos da sua morte, a internet se voltou para o Mussum Day, mais uma prova de como esse personagem era querido.
Como uma forma de matar a saudade do comediante, brinque com o Mussumgrapher, onde você pode tentar imitar o seu linguajar. Basta digitar qualquer frase para saber como Mussum pronunciaria.
http://www.camaleon.com.br/vacuo/mussumgrapher.swf
Agora, divirta-se!
Nesta semana completaram-se 15 anos da morte do humorista Mussum, um dos maiores que o Brasil já teve.
Apesar de Renato Aragão com seu Didi ser o centro das atenções no antigo grupo, Mussum era de fato o mais carismático deles. Não foi à toa que sua morte, em 1994, marcou o fim dos Trapalhões, que já havia sofrido a perda de Zacarias em 1990.
Conhecido por seu linguajar próprio, o humorista tinha um jeito peculiar de falar. Basta lembrar de jargões como “Forevis” e “Cacildis”, de longe o mais conhecido e caracteristico de Mussum.
No aniversário de 15 anos da sua morte, a internet se voltou para o Mussum Day, mais uma prova de como esse personagem era querido.
Como uma forma de matar a saudade do comediante, brinque com o Mussumgrapher, onde você pode tentar imitar o seu linguajar. Basta digitar qualquer frase para saber como Mussum pronunciaria.
http://www.camaleon.com.br/vacuo/mussumgrapher.swf
Agora, divirta-se!
terça-feira, 28 de julho de 2009
“1.130 dias esperando justiça”
Você já ouviu falar da Chacina do Morro do Estado, no Rio? Provavelmente não.
Esse é o nome pelo qual é conhecido o crime ocorrido em 2005 em Niterói (RJ).
Os jovens Wellington Santiago de Oliveira (11), Luciano Rocha Tavares (12), Edimilson dos Santos Conceição (15), José Maicom dos Santos Fragoso (16) e Wedsom da Conceição (24) foram mortos no dia três de dezembro de 2005 foram mortos por policiais, que ainda tentaram alterar a cena do crime. Os quatro agentes acusados alegam que prestaram socorro aos rapazes.
Um dos jovens tinha uma marca de tiro na mão esquerda, indicando que o garoto provavelmente encobriu o rosto numa atitude espontânea de proteção. O laudo também confirmou que os disparos foram feitos a curta distância, o que representa forte indício de execução.
O caso, pouco divulgado pela mídia, a exemplo de tantos outros da mesma natureza, é abordado por matéria do Núcleo Piratininga de Comunicação, que pode ser acessada no link abaixo
http://www.piratininga.org.br/novapagina/leitura.asp?id_noticia=4857&topico=Direitos%20Humanos
Nesta terça-feira (28/07) começa o julgamento dos policiais. As famílias clamam pela punição dos acusados da chacina, e sintetizam seus sentimentos nos dizeres de uma faixa: “1.130 dias esperando justiça”.
Que ao final essa espera tenha realmente valido a pena.
Esse é o nome pelo qual é conhecido o crime ocorrido em 2005 em Niterói (RJ).
Os jovens Wellington Santiago de Oliveira (11), Luciano Rocha Tavares (12), Edimilson dos Santos Conceição (15), José Maicom dos Santos Fragoso (16) e Wedsom da Conceição (24) foram mortos no dia três de dezembro de 2005 foram mortos por policiais, que ainda tentaram alterar a cena do crime. Os quatro agentes acusados alegam que prestaram socorro aos rapazes.
Um dos jovens tinha uma marca de tiro na mão esquerda, indicando que o garoto provavelmente encobriu o rosto numa atitude espontânea de proteção. O laudo também confirmou que os disparos foram feitos a curta distância, o que representa forte indício de execução.
O caso, pouco divulgado pela mídia, a exemplo de tantos outros da mesma natureza, é abordado por matéria do Núcleo Piratininga de Comunicação, que pode ser acessada no link abaixo
http://www.piratininga.org.br/novapagina/leitura.asp?id_noticia=4857&topico=Direitos%20Humanos
Nesta terça-feira (28/07) começa o julgamento dos policiais. As famílias clamam pela punição dos acusados da chacina, e sintetizam seus sentimentos nos dizeres de uma faixa: “1.130 dias esperando justiça”.
Que ao final essa espera tenha realmente valido a pena.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Triste fim do jovem brasileiro
De cada 500 jovens que vivem no Brasil, um vai morrer antes dos dezenove anos de idade. É o que conclui um estudo sobre violência elaborado pela Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) em parceria com a Unesco e o Observatório de Favelas.
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/07/21/ult5772u4698.jhtm
Nada de Rio ou SP. A cidade onde os jovens mais morrem por homicídios é Foz do Iguaçu (PR), com 9,7 mortes para cada 100 mil jovens. Dentre as capitais, Maceió e Recife estão entre as vinte cidades mais letais para os jovens no Brasil.
O estudo mostra que a violência está aumentando e migrando para cidades médias, como Foz do Iguaçu. Dentre as vinte cidades com mais mortes de jovens destacam-se (negativamente) localidades de Pernambuco e Espírito Santo, Estados com problemas gravíssimos de violência mas que pouco ou quase nunca aparecem nas páginas dos jornais pelo Brasil.
Abaixo, a lista das vinte cidades:
Foz do Iguaçu (PR) 9,7
Gov. Valadares (MG) 8,5
Cariacica (ES) 7,3
Olinda (PE) 6,5
Linhares (ES) 6,2
Serra (ES) 6,1
Duque de Caxias (RJ) 6,1
J. dos Guararapes (PE) 6,0
Maceió (AL) 6,0
Recife (PE) 6,0
Itaboraí (RJ) 6,0
Vila Velha (ES) 5,6
Contagem (MG) 5,5
Pinhais (PR) 5,5
Luziânia (GO) 5,4
Cabo Frio (RJ) 5,4
Ibirité (MG) 5,2
Marabá (PA) 5,2
Betim (MG) 5,0
Ribeirão das Neves (MG) 5,0
Por trás dessas cidades, dá para notar algumas características que podem ajudar a entender o porquê delas aparecerem nesse ranking. Foz, por exemplo, tem uma dinâmica complicada pela sua localização (tríplice fronteira, com Paraguai e Argentina) e forte atuação de quadrilhas de contrabando e tráfico de drogas. Nas cidades do ES (Cariacica, Linhares, Serra e Vila Velha)
Estudos como o relaizado pela Uerj mostram que a questão da violência é um problema de segurança nacional da mais absoluta importância, e deve ser combatido com a seriedade, comprometimento e planejamento que o tema pede.
Caso contrário, os números acima vão apenas piorar - e se espalhar ainda mais pelo país.
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/07/21/ult5772u4698.jhtm
Nada de Rio ou SP. A cidade onde os jovens mais morrem por homicídios é Foz do Iguaçu (PR), com 9,7 mortes para cada 100 mil jovens. Dentre as capitais, Maceió e Recife estão entre as vinte cidades mais letais para os jovens no Brasil.
O estudo mostra que a violência está aumentando e migrando para cidades médias, como Foz do Iguaçu. Dentre as vinte cidades com mais mortes de jovens destacam-se (negativamente) localidades de Pernambuco e Espírito Santo, Estados com problemas gravíssimos de violência mas que pouco ou quase nunca aparecem nas páginas dos jornais pelo Brasil.
Abaixo, a lista das vinte cidades:
Foz do Iguaçu (PR) 9,7
Gov. Valadares (MG) 8,5
Cariacica (ES) 7,3
Olinda (PE) 6,5
Linhares (ES) 6,2
Serra (ES) 6,1
Duque de Caxias (RJ) 6,1
J. dos Guararapes (PE) 6,0
Maceió (AL) 6,0
Recife (PE) 6,0
Itaboraí (RJ) 6,0
Vila Velha (ES) 5,6
Contagem (MG) 5,5
Pinhais (PR) 5,5
Luziânia (GO) 5,4
Cabo Frio (RJ) 5,4
Ibirité (MG) 5,2
Marabá (PA) 5,2
Betim (MG) 5,0
Ribeirão das Neves (MG) 5,0
Por trás dessas cidades, dá para notar algumas características que podem ajudar a entender o porquê delas aparecerem nesse ranking. Foz, por exemplo, tem uma dinâmica complicada pela sua localização (tríplice fronteira, com Paraguai e Argentina) e forte atuação de quadrilhas de contrabando e tráfico de drogas. Nas cidades do ES (Cariacica, Linhares, Serra e Vila Velha)
Estudos como o relaizado pela Uerj mostram que a questão da violência é um problema de segurança nacional da mais absoluta importância, e deve ser combatido com a seriedade, comprometimento e planejamento que o tema pede.
Caso contrário, os números acima vão apenas piorar - e se espalhar ainda mais pelo país.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Sinal (desolador) dos tempos
Há vinte anos (1989), o Brasil vivia sua primeira eleição direta para presidente em 29 anos. Com 21 candidatos, o pleito refletia sobretudo o descontetamento com o então presidente José sarney e a expectativa de que o próximo, escolhido pelo povo, marcasse uma nova página na história do Brasil.
Os finalistas naquele ano: Fernando Collor de Mello, que se dizia “caçador de marajás”, e Luiz Inácio Lula da Silva, adorado pelo povão e intelectuais de esquerda, temido pela classe média conservadora.
Collor foi vencedor graças a golpes baixos seus e da Rede Globo contra o sindicalista apelidado de “sapo barbudo”. O povo pensava que Collor era a mudança, mas não demorou a perceber a ilusão. Collor sai de cena em 1992.
Em 2002, em uma nova esperança de mudança, Lula é enfim reeleito. Não tem mais a aparência do sapo barbudo, está mais light em suas posições políticas, mas sua história de vida seria o suficiente para vencer o pouco carismático José Serra.
Os anos passam, o governo Lula acumula escândalos (mensalão como o maior deles), e o presidente diz não saber de nada. Antigos inimigos políticos se tornam aliados incondicionais, tudo pela manutenção de ambos no poder.
E eis que, vinte anos depois, Lula e Collor, antes adnversários, agora são aliados. E o ex-presidente ainda recebeu eleogios do mesmo Lula que foi passado para trás em 1989.
Pragmatismo demais ou pouca vergonha na cara mesmo, jogando no lixo a própria trajetória política e social da qual Lula tanto se orgulha? Fico com esta última hipótese.
Os finalistas naquele ano: Fernando Collor de Mello, que se dizia “caçador de marajás”, e Luiz Inácio Lula da Silva, adorado pelo povão e intelectuais de esquerda, temido pela classe média conservadora.
Collor foi vencedor graças a golpes baixos seus e da Rede Globo contra o sindicalista apelidado de “sapo barbudo”. O povo pensava que Collor era a mudança, mas não demorou a perceber a ilusão. Collor sai de cena em 1992.
Em 2002, em uma nova esperança de mudança, Lula é enfim reeleito. Não tem mais a aparência do sapo barbudo, está mais light em suas posições políticas, mas sua história de vida seria o suficiente para vencer o pouco carismático José Serra.
Os anos passam, o governo Lula acumula escândalos (mensalão como o maior deles), e o presidente diz não saber de nada. Antigos inimigos políticos se tornam aliados incondicionais, tudo pela manutenção de ambos no poder.
E eis que, vinte anos depois, Lula e Collor, antes adnversários, agora são aliados. E o ex-presidente ainda recebeu eleogios do mesmo Lula que foi passado para trás em 1989.
Pragmatismo demais ou pouca vergonha na cara mesmo, jogando no lixo a própria trajetória política e social da qual Lula tanto se orgulha? Fico com esta última hipótese.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Quem se lembrou??
O 7 de julho de 2009 ficou marcado pela despedida ao astro da música pop, Michael Jackson.
Mas poucos se lembraram de outra grande comoção, provocada por uma grande tragédia, ocorrida no mesmo 7 de julho, mas de 2005: os atentados no metrô de Londres (Inglaterra).

Mas poucos se lembraram de outra grande comoção, provocada por uma grande tragédia, ocorrida no mesmo 7 de julho, mas de 2005: os atentados no metrô de Londres (Inglaterra).

A competição foi desigual. O mundo praticamente parou para ver a homenagem feita ao músico em Los Angeles. Nem mesmo as agências de notícias enviavam a seus clientes outro tipo de notícia que não fosse relacionada a Michael Jackson.
Nada de desmerecer o momento, marcante e de comoção global, assim como são as tragédias causadas por ataques terroristas, como os de Londres. Mas não dá para deixar de lado tudo mais o que acontece no mundo por causa de um único assunto, não importa qual seja. E pelo menos laguma coisa deveria ter saído de mais consistência na mídia sobre os três anos dos ataques de Londres.
Para finalizar, uma perguntinha: como seria o funeral de Jackson se ele ocorresse em um 11 de setembro???
Nada de desmerecer o momento, marcante e de comoção global, assim como são as tragédias causadas por ataques terroristas, como os de Londres. Mas não dá para deixar de lado tudo mais o que acontece no mundo por causa de um único assunto, não importa qual seja. E pelo menos laguma coisa deveria ter saído de mais consistência na mídia sobre os três anos dos ataques de Londres.
Para finalizar, uma perguntinha: como seria o funeral de Jackson se ele ocorresse em um 11 de setembro???
Assinar:
Postagens (Atom)